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O que comemorar no dia do BIOMA PAMPA?

        

No Brasil, o bioma Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, ocupando sua metade sul. Apesar desta restrição imposta pela barreira política do Estado, este bioma apresenta continuidade estrutural, florística e faunística em território uruguaio e argentino, como já foi sugerido por pesquisadores desde o início do século.


Embora aos olhos do leigo possa parecer simples e uniforme, trata-se de um bioma complexo, composto por várias formações vegetacionais, dentre as quais o campo dominado por gramíneas é o mais representativo. A matriz geral é formada por áreas extensas de campos, com inclusões de florestas pelas margens de rios. A estrutura da vegetação é bastante variável, em resposta à sua diversidade e amplitude de fatores, como o clima, o solo e o manejo a que esta vegetação está submetida.


A paisagem característica da metade Sul do Estado são os campos limpos que cobrem grandes extensões, em relevo suave-ondulado na porção central do Estado a forte-ondulado na Serra do Sudeste, com vistas panorâmicas, e planas "a perder de vista" nas regiões litorâneas e na divisa com a Argentina. A beleza cênica e o valor agregado a estas paisagens são praticamente inexplorados sob o ponto de vista turístico, fato que culmina na subvalorização do campo nativo na região, apesar de sua ligação histórica tanto à economia quanto à cultura, ao folclore e ao meio de vida tradicional do gaúcho.


Apesar de consistir em uma unidade ecológica, os campos do bioma Pampa podem ser divididos em unidades fitofisionômicas, de acordo com sua estrutura e composição de espécies. Mesmo que muitas espécies ocorram em praticamente toda a extensão do bioma, cada uma dessas unidades abriga conjuntos de espécies únicos, que caracterizam sua fisionomia, tornando-as distinguíveis mesmo para um leigo.


O Pampa é o segundo bioma mais degradado do Brasil, restando apenas 36% de sua área original (MMA 2010).